
Neste caso o sótão existe porque de todo não foi possível optar por cobertura plana, pois as regras do loteamento assim obrigaram, no entanto tal facto não foi obstáculo pois o sótão tem no nosso imaginário um papel importante, como espaço quase de mistério onde se arrumam coisas e fica o baú das recordações e espaço de abrigo dos fantasmas, alojados no nosso cérebro. É um ponto de partida fantástico para trabalhar este espaço.
Assim sendo usou-se os materiais mais “tradicionais” como seja a madeira desde o piso onde o uso de soalho não era possível optou-se por uma solução de pavimento com base de contraplacado de madeira e quase um centímetro de madeira nobre, a estabilidade conferida à madeira pela base de contraplacado marítimo permite larguras e profundidades de madeira muito superiores ao habitual. A própria selecção da madeira foi de carvalho francês tal como é cortado da árvore com os nós á vista a assumidos na peça. Tecnicamente optou-se por colar a madeira ao piso conseguindo-se outra estabilidade ao piso e mesmo conforto ao andar.
A solução foi fornecida pela firma Impar SA sendo o sistema o Duet-wood, uma solução interessante para quem como eu “abomina os flutuantes e ainda mais os estratificados, não são dignos de uma habitação.