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Falta-lhe o “irmão gémeo”, vai arrancar já em Novembro (2018) …A solução foi pensada para ser articulada com outra casa térrea, mal posse espera, e

A casa é isolada com cave completamente desobstruída no tardoz do terreno que fica a sul .

Edifício interessante dos anos 50 a que corresponde a transição das Igrejas com Nave e Transepto para as soluções de desenho livre.

Notícias

A casa situa-se em loteamento no Vala das Figueiras, Valongo do Vouga, Águeda.
O lote é de dimensões consideráveis, a ideia partilhada pelos donos de obra era bastante simples, ou melhor tinha uma atitude quase minimalista, nas formas mas também brutalista nos materiais.
A partilha de apartamento, nos tempos de estudante universitária com uma estudante de Arquitectura, foi uma ajuda na definição das intenções para a idealização da casa.
Cobertura de plano único a sair um metro do plano das fachadas em toda a sua extensão , para protecção das paredes exteriores, agradou-me pela ousadia da pretensão.
As paredes exteriores queriam-se em betão á vista.
O interior tem um jogo de volumes com pé direito duplo onde se joga com os percursos e programa, a escada pretendia-se que cada degrau fosse um maciço de betão com intervalos de 5 cm entre cada volume.
Posteriormente introduziu-se mais madeira no exterior, para além da porta principal com porta de dimensões consideráveis e pivotante.
Os espaços sociais são tão amplos quanto possível, com ligação franca entre sala e cozinha ma com a possibilidade de separação dos espaços.
O mesmo acontece com a biblioteca no piso superior em pé direito duplo com acesso por laje em vidro.
Por questões de controle de custos, teve que se alterar alguns materiais, mas nada que desvirtuasse a solução.

A casa entalada em terreno estreito entre duas preexistências, não muito agradáveis , foi um desafio, que correu bem.
Resolveu-se o programa principal no piso térreo , e criou-se um pequeno volume num primeiro piso para dar “vistas” á casa e também para ter um espaço alternativo , que poderá ser uma sala ou um quarto , ou ter outro uso.
O jogo de luzes e volumétrico foi a matriz deste projecto. Resultou a encomenda de um promotor e construtor, deixou-o agradavelmente surpreendido, com o resultado.
Além da “curva”, no piso superior o jardim interior, e variação de palas fechadas umas e “vazadas” outras, ajudou a enriquecer a solução.
Hoje tal solução era de todo impossível com a limitação dos 18 metros de profundidade.
As cores usadas foi o branco com pequenos apontamentos de cinza.
Os interiores, optou-se pela sobriedade, e austeridade, para que resulte numa harmonia global.
Acho que a construção é um elemento que valoriza a rua e a envolvente próxima, podendo ser o mote para futuras construções, com um perfil idêntico de inserção e valorização global da envolvente.
Sobre a condicionante dos 18 metros consulte:
https://peticaopublica.com/?pi=PT103489

Trata-se de uma habitação desenvolvida em piso térreo e com cave que surgiu para aproveitar as diferenças de cotas que o terreno possuía.
O programa é o habitual para um T4, embora a casa seja muito diferenciada.
Na cave além de amplo espaço para estacionamento, tem também área que permite o seu uso como espaço de lazer, apesar de ser uma cave a luz tem um aproveitamento total , uma vez que esta é aberta de topo a topo do terreno , entrando a luz natural por grandes vãos , desde o nascer sol , até ao poente.
O hall, tem diversas características distintivas, desde a escada , ampla e larga, até ao jogo de luz que é filtrada por pérgulas que se prolongam paté ao exterior da habitação.
Para enriquecer o jogo de luzes , criou-se a norte uma janela ampla e situada em altura muito superior á cota da habitação, dai a luz é uniforme ao longo do dia, marca assim o atravessamento na sua perpendicular dos percursos principais da habitação (acesso aos quartos e acesso á área social.
Ainda no hall, diversos círculos de tamanhos variáveis, originam a projecção da luz natural, que vai variando ao longo do dia, e intercepta a pérgula, resultando, numa variação que enriquece o espaço tornando-o muito dinâmico.
Na sala um jardim interior encostado a nascente e com vidro que o envolve, equilibra a luz na sala, culminando no grande vão da sala , partilhada também com a cozinha . no exterior uma sala exterior com churrasqueira, marcado e definido por pérgula e jardim vertical.
As vistas de tardoz ajudam ainda mais a tornar o espaço agradável.

Na alteração do PDM de Aveiro , verificou-se na sua redação final , que as habitações no piso térreo , estavam condicionadas a um máximo de profundidade de 18 metros, o que "mata" á nascença as habitações de piso térreo que são a opção mais pretendidas atualmente por quem pretende construir habitação em moradia. Mas nos blocos habitacionais é possível nas mesmas circunstâncias ter a profundidade de 30 metros. Pelo menos é de toda a justiça que pelo menos nas habitações se possa pelo menos ter igual valor de profundidade. Constatando que o prejuízo para os munícipes , por esta regra , além de injusta e a meu ver não tem um pressuposto técnico capaz de sustentar .Os arquitetos com "agentes de saúde publica" , que também são, conseguem facilmente e com formas e soluções muito criativas , resolver o único pressuposto em que poderia assentar esta regra ; que é a salubridade de edifícios de maior profundidade. Podia fazer sentido á 30 anos ....atualmente não faz sentido.
Assim sendo e constatando a indiferença camarária a estes argumentos, em defesa da Arquitetura, como atividade que no fundo o seu valor maior é promover a qualidade de vida dos cidadãos , decidi, promover uma petição pública refutando o artigo 80 de PDM de Aveiro, com a colaboração de diversos colegas, que se foram juntando para a elaboração da petição , cujo objetivo máximo era convencer o município da injustiça e falta de sentido de tal condicionante. As obras notáveis da história da Arquitetura com esta regra eram de todo impossíveis. Por exemplo os nossos Arquitetos com maior prestigio, quer nacional quer internacional, não poderiam priviligiar-nos com as notáveis habitações de piso único , como por exemplo o Arquiteto Souto Moura , Siza Vieira , Adalberto Dias entre muitos....