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Tendo por base dois elementos fundamentais o homem e a terra, no presente e
no desenvolvimento histórico comenta ainda o seguinte: " variam as
condições, é diferente a circunstância Portuguesa, os homens de hoje não
são iguais aos de ontem nem os meios de que eles se servem para se deslocar
ou viver, como diferente são ainda as suas ideias sociais, políticas ou
económicas. Sendo tão forte o grau dessas variações, porque não hão-de
ser outras, muito outras, as soluções a encontrar para os portugueses de
hoje? Para quê teimar em permanecer, quando tudo nos convida para um caminho
diferente?"
Percorrem-se as nossas cidades, visitam-se campos e aldeias, procura-se por
todo o lado uma expressão nova na nossa arquitectura e a conclusão é
sempre a mesma: em Portugal, hoje, não se faz arquitectura e, pior ainda,
entre nós não pretende sequer fazer-se arquitectura." Atendendo a que
este texto tem quase cinquenta anos impressiona a sua actualidade .