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O Município durante a execução do Plano Director optou por recorrer a
indeferimentos argumentando problemas estéticos, ou a adiar a aprovação de
projectos de forma a não comprometer logo à partida o Plano Director .
Consciente que a medida a curto prazo poderia prejudicar a cidade, optou-se
então pela realização rápida do plano.
O interesse académico em torno do plano é evidente como se prova pela
solicitação da Escola Superior de Belas Artes do Porto em fazer uma
exposição nas suas instalações, o que veio a acontecer em 3 de Dezembro
de 1964.
O Plano Director de que hoje existem poucos exemplares foi publicado em
Outubro deste mesmo ano, iniciando-se de imediato as diligências para a sua
concretização, através da realização dos Planos parcelares - O Bairro
Dr. Álvaro Sampaio, a remodelação da Avenida Dr. Lourenço Peixinho e o
mais importante de todos eles o Plano para o Centro da Cidade.
A estimativa global para a sua concretização é de vinte e cinco
mil e cem contos (25100000$00) em que o município apenas consegue 12700
contos, 5600 dos quais da venda de terrenos para construção, 2000 de
empréstimo para construção do Edifício Municipal e 5100 contos de
comparticipação do estado.
Os restantes 12400 contos em falta serão cobertos através de um
empréstimo, solicitado ao Ministro das Obras Publicas na ordem dos 13000
contos sem juros, e a entregar em quatro prestações anuais, a primeira de
4000 contos e as restantes de 3000