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O ano de 2007 foi muito positivo para o Museu Marítimo de Ílhavo (MMI). As
comemorações dos 70 anos de vida do Museu foram o móbil de uma
programação audaz, cuja principal finalidade residiu
na conjugação da memória da instituição com o seu projecto. O estudo da
história do Museu e a sua partilha com o público, foi o projecto mais
estruturante de uma cultura organizacional que se pretende ancorada numa
investigação capaz de reactualizar criteriosamente o projecto do Museu, de
modo a que ele aprofunde os seus laços primordiais com a comunidade local.
Os principais objectivos estratégicos da gestão do MMI em 2007 foram a
sustentabilidade das suas tendências de crescimento e qualificação, e a
internacionalização do projecto cultural do MMI. Ambos os objectivos foram
plenamente atingidos, como se confirma através dos indicadores de público
(53.000 visitantes) e pela listagem de iniciativas culturais construídas em
cooperação com organizações culturais e museológicas, portuguesas e
estrangeiras.
Se o triénio de 2003-2005 tivera como eixo estratégico de gestão o
crescimento do Museu e a sua afirmação como “Casa de Cultura do Mar”,
os anos de 2006 e 2007, em especial este último, permitiram iniciar um ciclo
de consolidação dos resultados anteriormente atingidos.
O início do processo de candidatura à Rede Portuguesa de Museus, a adesão
do MMI ao International
Congress of Maritime Museums (do qual nos tornámos membros de facto a 10 de
Outubro) e a candidatura do MMI ao Prémio do Museu do Ano do Conselho da
Europa, cujo resultado final será conhecido em Maio de 2008, são os marcos
principais da consolidação do MMI.
Igualmente importantes se revelaram a conclusão dos trabalhos de
recuperação do navio-museu Santo André, que reabriu ao público a 13 de
Janeiro, e as obras de recuperação da sala de exposições
temporárias do Museu, concluídas em Maio.
No que respeita ao enriquecimento das colecções, o ano de 2007 foi também
extraordinário. A 19 de Maio assinou-se o Protocolo de depósito do mais
valioso espólio particular de cultura marítima
existente em Portugal - o espólio do Prof. Arquitecto Octávio Lixa
Filgueiras (1922-1996), um acto de extrema importância para que o futuro do
MMI não deixe de privilegiar o eixo investigação - exposição-cultura.
Este espólio permitirá aprofundar as relações do Museu com a comunidade
científica e de museus marítimos e uma pluralização das abordagens da
cultura marítima dos mundos
atlântico e mediterrânico.
No domínio da programação, o facto mais saliente de 2007 foi a acção 70
anos 70 horas, através da qual o MMI partilhou a sua história, o seu
momento presente e as suas ambições de futuro com a comunidade. Essas 70
horas de programação ininterrupta e festiva foram muito participadas pelo
público e resultaram num momento ímpar de comunicação do projecto do
Museu.
Um Museu que ao cumprir 70 anos de vida ficou manifestamente mais aberto,
vivido e participado.

In "Boletim Municipal de ilhavo"