Está aqui

Talvez fruto disto o projecto esteve na gaveta de forma inaceitável durante
5 longos a “aguardar” um estudo por parte da Câmara, e como todos
sabemos que naquela casa tudo demora tempos infinitos sabe-se lá porquê
pois falta de recursos humanos é coisa que não existe, é a inércia
infelizmente natural da função publica, mas adiante, em conclusão as
regras para o Bairro tiveram por premissa as propostas realizadas por este
escritório, com as suas diversas variações e tipologias.
Cada núcleo tem um estudo de cor a adoptar por todas as casas, de forma a
no conjunto ser visível todo o bairro como um todo.
Os elementos arquitectónicos exteriores mantiveram-se tanto quanto possível
inalterados, podendo ser substituídos por outros materiais desde que não
descaracterizem o desenho das fachadas.

È pena que não tenha sido possível recuperar o sistema construtivo da
altura mas a pressão para construir depressa e por vezes a incompreensão da
importância dos mesmos por parte dos donos de obra torna isso impossível.
De agradecer e louvar a colaboração do Sr. Arquitecto Quintão e vontade
do Presidente da Câmara da Altura o Dr. Alberto Souto, que evitou talvez
mais cinco anos de espera.
Acabou por este trabalho e outro que se realizou logo de seguida por ser o
mote e regra para o referido plano de recuperação encetado pelo Arquitecto
Quintão das obras públicas da Câmara de Aveiro onde se proporcionou uma
colaboração e entreajuda muito produtiva.
A grande preocupação foi não descaracterizar o bairro resistindo à
alteração do seu aspecto exterior.

Localizado entre a universidade de Aveiro, a Fundação Calouste de
Gulbenkian, o hospital de Aveiro e o parque urbano, tem assim uma
localização muito privilegiada e apetecível para promotores e
especuladores , não admira que a Universidade de Aveiro e a Câmara
Municipal se tenham interessado por adquirir o Bairro no seu todo.

Realizado num tempo em que o referido bairro esteve envolto em polémica
devido ao súbito interesse quer da Câmara, quer da Universidade de Aveiro
ocasionou que o projecto foi votado a “esquecimento” fruto destas
polémicas, acabou por este trabalho e outro que se realizou logo de seguida
por ser o mote e regra para o referido plano de recuperação encetado pelo
Arquitecto Quintão das obras públicas da Câmara de Aveiro onde se
proporcionou uma colaboração e entreajuda muito produtiva.