Esta é uma das casas do Lameirão um conjunto de habitações de piso
único, esta tipologia habitacional muito do agrado geral pelo menos
teoricamente, foi a opção neste conjunto habitacional.
Como sempre, ou melhor como na maioria dos casos defendi colocar a garagem e
a parte da habitação destinada a serviços na frente da habitação.
Por um lado porque a relação com a rua é sempre feito nas situações de
periferia urbana e até mesmo nas situações urbanas é feito pelo
automóvel.
Deixa-se assim o carro na frente da habitação, e ficamos com todo um
terreno livre para fruir a habitação e os logradouros adjacentes.
Normalmente o projecto já está no sítio apenas o temos que respeitar e
interpretar, a capacidade de leitura de sítio determina desde logo a
potencialidade de ser um bom projecto ou melhor um bom edifício.
Quantas vezes não é preciso ou mesmo conveniente fazer um levantamento
histórico, sempre tão interessante e enriquecedor que até custa
“interromper” para prosseguir o projecto, porque tudo tem um sentido e
mesmo as parcelas de terreno os arruamentos aparecem fruto das necessidades
do homem resolver os seus problemas perante a natureza e a envolvente social
humana.
Normalmente o projecto já está no sítio apenas o temos que respeitar e
interpretar, a capacidade de leitura de sítio determina desde logo a
potencialidade de ser um bom projecto ou melhor um bom edifício.
A rapidez e a voracidade dos tempos de hoje não nos deixam muitas vezes
levar ao limite a interligação dos diversos saberes na proposta de
arquitectura, começo a achar que ao 60 anos que são a média de vida de um
ser humano são pouco para se peder fazer um trabalho minimamente decente e
com possibilidade de chegar a uma conclusão que seria apesar de tudo sempre
incompleta e inconclusiva.
Mas num pais com tantos especialistas formados à pressão tipo
“mini-Superbock à pressão” que é o que o acordo de Bolonha deu.
Num pais em que todos percebem de Arquitectura menos os Arquitectos, já
cheguei ao ponto de ouvir e aturar conselhos de Advogados, médicos,
construtores, curiosos, sarrafeiros e patos bravos em geral sobre o que é e
o que deve ser a arquitectura, e de facto não à “fígados” que
aguentem, são todos especialistas e conselheiros sobredutados sobre o
assunto.