Embora as pessoas fiquem sempre com grande curiosidade em relação ao
exterior da sua casa, o que é normal, o processo começa sempre com a
preocupação com o miolo e a dialéctica com o lote e sitio, a noção de
sitio e algo mais abrangente que envolve todos os sentidos o por vezes é
muito pessoal e vive da forma como temporalmente nos relacionamos com o
espaço, mas este exercício é muito importante, passar umas horas no local
onde nasce a futura casa é por vezes útil e eficaz.
Perceber o sitio de manhã de tarde ao final do dia no final do século
passado os arquitectos dormiam literalmente no local para entender o seu
“genius Locis” tal aconteceu com Raul Lino, que apesar de não me
identificar com a sua corrente Arquitectónica tinha uma grande capacidade de
ler os sítios e encaixar as construção parecendo que pertenciam ao sitio
desde sempre.
Perceber o sitio de manhã de tarde ao final do dia no final do século
passado os arquitectos dormiam literalmente no local para entender o seu
“genius Locis” tal aconteceu com Raul Lino, que apesar de não me
identificar com a sua corrente Arquitectónica tinha uma grande capacidade de
ler os sítios e encaixar as construção parecendo que pertenciam ao sitio
desde sempre.
O processo de projecto recorreu sempre a um “zoom” permanente de escalas
com a preocupação desde a arrumação, até à interligação dos espaços,
materiais, texturas e cores.
É curioso que os donos de obra tinham e têm a noção do que é uma boa
Arquitectura, mesmo nos casos de “faz de conta” ou da construção civil
a “parecer Arquitectura” que infelizmente vão propagando no nosso
território.
No exterior cuja preocupação só apareceu numa fase posterior do processo,
tivemos que ser realista e perceber que a probabilidade de a envolvente
próxima não ter projectos de qualidade dai a proposta ser arrojada mas tem
o cuidado do enquadramento de casas “à antiga portuguesa”.
O resultado é uma solução muito honesta mas com atributos e capaz de
proporcionar uma vivência feliz.