Que pena que a obra não tenha sido respeitada, pois daria uma boa obra de
arquitectura e investi muito no desenho da mesma e estava cheio se
expectativas relativamente á mesma sobretudo no impacto que iria certamente
provocar.
Um colega “acusou-me” de não ter avaliado bem a capacidade dos donos de
obra de entenderem e perceberem a qualidade da solução, verificou-se que
tinha razão , a escolha do construtor foi igualmente desastrosa, um
individuo muito cheio de si , e com a mania de “pensar” e dar palpites
sobre o que não entende, neste caso ainda era mais peculiar pois era a
mulher que debitava a sabedoria, tem que se aturar cada uma!
O projecto a meu ver era muito interessante quer a nível formal como de
solução espacial e interior.
Uma escada articulava os espaços quer em cada piso como verticalmente entre
eles, na cave jorrava luz , muita luz que fruía por um saguão cujos quatro
lados em vidro de caixilho oculto recebia a luz.
A cobertura é em telha de aba e canudo mas é invertida muito da referencia
dos anos 20 do século passado, os vãos tentam romper com a métrica
habitual dos 1,20 das casas de “desenhador” (que me perdoem, os
verdadeiros desenhadores, que nada têm a ver com isto!) afirmando e
mostrando uma tensão entre os cheios e os vazios das fachadas.
Os planos opostos eram completamente cegos, com excepção das janelas
rasgadas e horizontais que marcavam uma das paredes interiores aproveitando o
sul.
A cozinha e sala estavam dispostas paralelamente e em posição privilegiada
em relação ao logradouro exterior e também ao sol.
O volume da sala é autónomo em, relação ao volume principal e a cozinha
ocupa a posição imediatamente seguir e em gaveto do volume principal.
A cozinha e sala estavam dispostas paralelamente e em posição privilegiada
em relação ao logradouro exterior e também ao sol.
O volume da sala é autónomo em, relação ao volume principal e a cozinha
ocupa a posição imediatamente seguir e em gaveto do volume principal.
A cobertura é em telha de aba e canudo mas é invertida muito da referencia
dos anos 20 do século passado, os vãos tentam romper com a métrica
habitual dos 1,20 das casas de “desenhador” (que me perdoem, os
verdadeiros desenhadores, que nada têm a ver com isto!) afirmando e
mostrando uma tensão entre os cheios e os vazios das fachadas.