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O dono de obra com uma paixão pelas artes em particular plásticas e a
Arquitectura e com uma pulsão criativa muito forte e instável , sempre a
procurar e questionar as opções e estratégias … alguém muito cerebral
portanto.
Iniciou-se os “trabalhos” com a procura do terreno e estudo base para
aferição das potencialidades do terreno.
Foram muitas as hipóteses e também muitas as viabilidades entregues nas
respectivas câmaras para apreciação das intenções e potencialidades dos
terrenos.

Começou-se com um terreno em Fermelâ no topo da aldeia, com uma topografia
muito favorável e vistas fantásticas sobre a cidade de Aveiro e os acessos
nomeadamente a auto-estrada e nacional 109 .
O efeito nocturno era de facto notável.
A solução constava de uma plataforma onde se situava a habitação com
vãos totais e amplos que rematavam nas lages e nas paredes , a solução com
referencia muito Mies Van Der Rohe , e Souto Moura , para referir um
Arquitecto mais actual, temos assim uma solução muito purista tipo anos 20
do século passado.

O betão eram um dos materiais prioritários além do reboco pintado de
branco.
Paralelamente a isto o fascínio com as soluções as soluções evolutivas e
“tipo” contentor motivou muitas conversas entre o dono de obra e o
Arquitecto, para algum desespero da dona de obra a quem tudo isto parecia um
pouco disparatado. “Só me faltava mais esta a um marido “ideota”
(ideota de ideia não de “idiota”) adiciona-se um arquitecto igual ou
pior!, pobre Helena! A ter que nos “aturar”.
Seguiu-se um terreno na Gafanha da Encarnação na estrada da Mota, com
vistas e acesso à ria de Aveiro com Ílhavo do outro lado da margem.