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A posição estratégica de Aveiro e de toda a região envolvente, de grande
centralidade em relação ao Pais faz com que o poder central escolha Aveiro
para a realização de um Plano Director .

Há a consciência de que as tão apregoadas potencialidades de nada
servem se a estrutura urbana da cidade não for devidamente modernizada.
Embora seja uma decisão do Poder Central, a dinâmica dos políticos
locais foi preponderante para contemplar Aveiro com a realização de um
Plano Director.
Em particular do seu Presidente o Dr. Henrique de Mascarenhas. A
consciente desta realidade pode-se observar no prefácio de introdução ao
Plano Director: " É a evolução dos meios de transporte e a facilidade das
comunicações entre pontos distantes; é o aparecimento das industrias e a
consequente movimentação das massas Humanas com todos os seus problemas
determinados pelos afluxos de população solicitadas por repentinas
exigências locais de mão de obra; é um sem numero de determinantes que,
constituindo um conjunto bem complexo, concorrem conjuntamente, para a
criação de situações que as estruturas urbanas, antiquadas e
ultrapassadas, não conseguem satisfazer, fazendo nascer a necessidade, cada
vez mais premente, de um pensamento urbanístico actualizado e planificados,
capaz de resolver situações presentes e assegurar simultaneamente a
necessária cobertura das necessidades futuras."