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As clarabóias, quando o plano da área envidraçada se aproxima do
horizontal, são vãos que oferecem uma iluminação muito especial e
bem-vinda nos dias mais frios de Inverno, porém são vãos extremamente
perigosos no contexto climático de Portugal, porque os raios solares são
demasiado intensos durante muitos dias do ano, resultando em sobreaquecimento
por consequência do efeito de estufa.

O sobreaquecimento constitui o principal risco das clarabóias, risco este
que tem de ser completamente eliminado através da ventilação natural que
devem permitir, da qualidade do vidro duplo aplicado, bem como através de
sistemas eficazes de sombreamento exterior.

No entanto, sempre que forem tidas em consideração medidas que atenuem os
possíveis efeitos negativos de sobreaquecimento, as clarabóias podem ter um
papel muito enriquecedor para a qualidade de iluminação no espaço que
adornam.

É possível, contudo, criar nas coberturas áreas envidraçadas que se
aproximem do plano vertical. E, neste caso, terão tratamento idêntico ao
que foi anteriormente descrito, consoante a orientação solar.

Dada a sua localização – nas coberturas – é importante que o vão, bem
como o sistema de sombreamento, permitam ser operados à distância (manual
ou eléctrica).

Em espaços com uma área de envidraçado zenital grande, é muito importante
que este possa ser integralmente aberto para evitar os ganhos solares
excessivos que resultam do efeito estufa.

Escrito por Livia Tirone