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Edifício de habitação coletiva na Avenida Almirante Cândido Dos Reis
Mais uma vez , a polémica das recuperação , ou não… Neste caso a fachada tinha mesmo que ser mantida, o existente tinha, até por questões de segurança de ser demolido.
Até acho bem manter a fachada, esta para quem é de Aveiro tem uma varanda que identificamos imediatamente, e no conjunto depois de todo desenhado resultou. O apelo à memória, apesar do edifício apenas manter a fachada e de ter um desenho completamento contemporâneo.
Um átrio “vazio” que é a antecâmara de entrada para o hall do edifício faz a particularidade do edifício.
A aproveitou-se a fachada por exigência camarária, o edifício estava completamente degradado, com as madeiras podres e sem estabilidade para se circular dentro do edifício. A opção foi demolir todo o existente, incluído a fachada, que já com imensas patologias , quer no tijolo quer nas partes em betão onde o ferro estava á vista, ao ponto de ser um perigo para os transeuntes.
Demoliu-se a fachada, que foi posteriormente, reconstruída com os mesmos materiais e desenho igual ao original. Da fachada como o primeiro elemento do edifício e “pele” da solução adotada, valorizou-se o logradouro tardoz do terreno a grande mais-valia do sitio, criando-se uma passagem quer para os peões quer para o acesso automóvel, intercetado por um saguão, que equilibra a luz , nos apartamentos e marca a entrada principal do edifício.
As tipologias, variam desde o To ao T3, de forma a ter uma ocupação com perfil de proprietários equiparada, evitando o habitual abuso das tipologias baixas e de áreas muito reduzidas.
O remate com o céu é feito por T3, recuado para não perturbar a leitura da fachada original, ai o desenho e distribuição valorizam os terraços envolventes e vistas.
Em toda a solução procurou-se uma uniformidade de materiais e sobriedade dos mesmos, predominando a madeira e pedra, e o branco como aglutinador da solução.