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Passados alguns anos talvez 10 ou 15, e já com uma actividade de arquitecto com algum currículo, surge a oportunidade de projectar um dos lotes com áreas mínimas, mas que acabam por chegar e que obrigam a um cuidado ainda acrescido na análise do metro quadrado de construção. A particularidade de o lote ser de gaveto, ou melhor, parcialmente de gaveto pois tem uma praceta destinada a ajardinamento e estacionamento, obrigou o um cuidado acrescido no desenho da fachada principal e desse mesmo gaveto. É um daqueles casos em que as escalas do desenho são várias e realizadas em simultâneo para que o controle da solução seja eficaz e plenamente satisfatório. Desde os móveis de apoio na chegada à habitação até à disposição e funcionamento da cozinha tudo foi devidamente controlado e acautelado sabendo-se desde o inicio da extrema necessidade de controlar tudo na solução. A cobertura em telha foi sendo cada vez mais uma certeza, pois a necessidade de espaços de arrumos e arquivos mais permanentes era fundamental devido às áreas muito controladas de toda a solução arquitectónica. As áreas de maior importância são as do logradouro interior devido á privacidade que fornecem e também na situação do gaveto pois frui do sul e do poente da habitação, assim sendo a sala está situada na frente da habitação, a cozinha em situação de gaveto está posicionada a sul mas virada para o logradouro posterior, onde pode também fruir desse espaço de lazer e consequentemente da churrasqueira ou barbecue da habitação.