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A receita de capotto, e gesso cartonado duplo aconselha-se. Na cobertura temos sandwich com isolamento térmico de 5 cm, os rufos são em chapa metálica com as caleiras sobredimensionadas para responder aos “picos” de pluviosidade. Além disso no topo superior da laje de cobertura colocou-se “rufmate” com polietileno de alta densidade de 4 cm. Neste momento os donos estão em Paris por um ano pelo que a obra vai avançar até à conclusão dos interiores.

O facto de esta tipologia ser actualmente muito recorrente, obrigou-me a estudar de forma muito intensiva e cuidada os Arquitectos que normalmente recorrem às soluções de piso único nomeadamente as obras do Arquitecto Souto moura, e é nesta análise que me agradou sobretudo o percurso efectuado põe este mestre, e coincide a interpretação e analise que faço destas tipologias e da habitação individual em geral.

Neste tipo de tipologia, e como é convicção minha , e que defendo ao limite, a garagem situa-se na frente do lote ou terreno, tal obriga a um esforço redobrado, de negociação com os técnicos camarários nem sempre habituados a depararem com inovações. O núcleo seguinte normalmente é dos quartos normalmente com dois quartos, e casa de banho de apoio, e um quarto com casa de banho privativa, e vestiário, segue-se a parte social da habitação a sala a cozinha, casa de banho de apoio.

Curiosamente neste momento tem-se em mãos mais de 10 casos de habitações em piso térreo , total ou parcial, aquilo a que se chama casas de “rés-do-chão”, são muitas curiosamente, em Aradas, em S. Bernardo, em Sta Joana, Gloria, Vera Cruz, Cacia, Eirol, etc tudo no município de Aveiro, no entanto também temos a mesma tipologia em Ílhavo, Oliveira do Bairro, Águeda, Estarreja, Murtosa, Mealhada, Anadia, Etc…

O contacto surgiu de um trabalho anterior, que apenas não se concretizou por imperativos exteriores tanto ao gabinete de arquitectura como aos donos de obra. Embora Inicialmente o aspecto exterior de alguns dos trabalhos deste escritório causa-se alguma “estranheza”e mesmo alguma “repulsa” a visita destas alterava sempre a opinião havendo uma identificação total e absoluta com os espaços e a vivência proporcionada por estes, o ódio transformava-se rapidamente em amor...

O contacto partiu de uma colaboração técnica em projecto de um cliente e amigo comum, embora com algum preconceito em relação ao trabalho do arquitecto tal “preconceito” foi desvanecendo à medida que se observava o evoluir do projecto. Creio que no final do mesmo não existiam duvidas sobre a mais valia de recorrer a um técnico especializado como é o Arquitecto, de tal forma que para a habitação própria não houve dúvidas sobre quem ia fazer o projecto.

Os materiais são também uma complexidade acrescida das soluções mas que permitem individualizar cada uma das soluções, é realizado uma auscultação às expectativas de cada um dos donos de obra –

A dificuldade ou contrariedade com que temos que lidar é sobretudo a distância entre dois pontos que transpondo para a realidade da habitação obriga a percorrer uma distância vencida pelo “corredor” o corredor inimigo do arquitecto ‘pela distância pela crueldade do vazio do espaço, pode e deve ser muito valorizado e enriquecido fazendo esquecer as dificuldades e arbitrariedades do percurso.

Cada um dos espaços domésticos tem um mundo próprio e identidade, que adicionado aos sentidos que nos orientam dá a solução em si. Nos sentidos temos, a vista com as cores, os cheiros, o tacto e o olfacto, aprendendo com as diversas civilizações da humanidade conseguimos obter um manancial de satisfação e fruição dos espaços que se vão vivenciar.

Interessa-me particularmente a resolução das coberturas e o aspecto das mesmas, tal facto está a obrigar-me a fazer um levantamento desenhado e fotográfico e técnico das soluções, e que está a ser particularmente entusiasmante e motivador das soluções, é curioso como estas pequenas coisas nos podem fazer tão motivados e felizes.

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