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“A Arquitectura pela natureza” apesar de ser um conceito um pouco contraditório, o acto de construir pressupõem a alteração da natureza e mesmo a sua destruição, inclusive na energia necessário à produção dos materiais, de todos eles desde o betão, tijolos, perfis metálicos, caixilharia, vidro, telhas, isolamentos, revestimentos, etc., já para não falar nas carpintarias de madeira que pressupõem o abate de árvores, assim como posterior à sua construção durante a sua vida útil

É necessário recorrer a materiais com boa enercia térmica, por exemplo a pedra (caso usada em bloco maciço) o tijolo maciço, etc.

O sistema construtivo vulgarmente usado de pilar e viga com lajes aligeiradas e paredes de tijolo duplo com caixa de ar e isolamento térmico entre ambos, tem a meu ver os dias contados, primeiro porque as novas regras de isolamento térmico são profundamente “fundamentalistas” proibindo qualquer ponte térmica, e a correcção térmica neste tipo de sistema é profundamente complexa pois obriga ao uso de tijolos de tamanhos variáveis e “mecanicamente” torna-se complicado e honroso em termos

Na caixilharia embora no calculo térmico se verifique não ser fundamental o uso de caixilhos com ruptura térmica, assim como do vidro, tal é de todo aconselhável apesar do seu custo ser evidentemente mais honoroso. O perfil de PVC responde a 100% assim como a caixilharia de madeira maciça, os sistemas metálicos como os perfis de alumínio têm que recorrer a materiais sintéticos para criar a barreira térmica.

No que se refere aos vidros convém que no mínimo sejam reflectantes, sempre duplos, isto é com dois vidros, aconselha-se que o exterior seja temperado – para evitar “choques térmicos” e a ruptura dos mesmos devido às diferenças de temperatura entre pontos diferenciados do mesmo vidro (por exemplo se no verão parte deste estiver ao sol e a outra parte à sombra tal facto é suficiente para originar a quebra do mesmo) e o interior laminado – por motivos de segurança, pois o vidro laminado

Evidentemente o uso destes dois tipos de vidro raramente é usado devido ao seu custo, optando-se por soluções “intermédias” de vidros compostos e respondendo às mais variadas exigências. A diferença de custo chega a ser quatro a seis vezes superior.

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