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Tal facto impossibilita a construção de moradias em 80% do nosso espaço tendo em conta o cadastro territorial.

O terreno com uma frente considerável, foi o seleccionado pelo donos de obra para construir uma habitação isolada, já passou algum tempo, pois foi preciso esperar a aprovação do Plano de Urbanização da Cidade de Aveiro, e só após isso foi possível solicitar um PIP pedido de informação prévia sobre a viabilidade de construção.

Tal facto impossibilita a construção de moradias em 80% do nosso espaço tendo em conta o cadastro territorial.

Após provar que a envolvente próxima tem predominantemente um afastamento entre casas e com abertura de vãos (janelas) ente fachadas foi aceite o solicitado que foi construir uma moradia unifamiliar isolada afastando 3 metros ao limite do terreno e com a abertura de janelas.

Do volume que faz a frente com um piso só e com uma forma de curva para resolver a morfologia peculiar do terreno na sua ligação com o arruamento, e também com as ruas que confluem ao terreno e que necessitam se ser rematadas por desenho. A sul privilegiou-se a cozinha que frui também do nascente e a sala a seguir vai de sul a poente, o poente neste caso não é muito problemático pois está prtegido por volume e plano paralelo aos raios poente do sol.

Lote 8 de Loteamento situado em Verdemilho, no centro de Aradas, próximo da Igreja Junta de freguesia, e Banco Finibanco, mais propriamente na rua Sra do Carmo, as regras do loteamento e o desenho bem que podiam ter sido um pouco mais generosas, acabámos por ter um lote com áreas de implantação ao mínimo razoável o que nos obrigou a recorrer aos 3 por cento por acréscimo para ter uma área mais razoável.

Tal facto obrigou-nos a que o projecto fosse iniciado já com a analise e recorrendo em simultâneo a diversas escalas, o projecto arrancou não só à escala 1-100 mas também 1-10, 1-1 , etc, com a valorização ao máximo da cada metro quadrado, que devia e deve acontecer sempre nos projectos desde o inicio do processo de concepção.

Embora as pessoas fiquem sempre com grande curiosidade em relação ao exterior da sua casa, o que é normal, o processo começa sempre com a preocupação com o miolo e a dialéctica com o lote e sitio, a noção de sitio e algo mais abrangente que envolve todos os sentidos o por vezes é muito pessoal e vive da forma como temporalmente nos relacionamos com o espaço, mas este exercício é muito importante, passar umas horas no local onde nasce a futura casa é por vezes útil e eficaz.

Perceber o sitio de manhã de tarde ao final do dia no final do século passado os arquitectos dormiam literalmente no local para entender o seu “genius Locis” tal aconteceu com Raul Lino, que apesar de não me identificar com a sua corrente Arquitectónica tinha uma grande capacidade de ler os sítios e encaixar as construção parecendo que pertenciam ao sitio desde sempre.

O processo de projecto recorreu sempre a um “zoom” permanente de escalas com a preocupação desde a arrumação, até à interligação dos espaços, materiais, texturas e cores. É curioso que os donos de obra tinham e têm a noção do que é uma boa Arquitectura, mesmo nos casos de “faz de conta” ou da construção civil a “parecer Arquitectura” que infelizmente vão propagando no nosso território.

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