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A norte e nordeste temos apenas o vento, por isso deixou-se apenas os vãos fundamentais para as vistas e para as entradas de luz, quando fundamentais. O material é o mesmo usado na casa gemea também projecto deste gabinete de arquitectura, é um arenito escolhido por estarmos na praia e por ser um produto derivado da areia e transformado pela natureza.

Embora inicialmente com ideias diferentes em relação à solução a adoptar, rapidamente foi possível chegar ao organigrama final da solução não existindo dúvidas tanto da parte dos projectistas como do dono de obra sobre o caminho a seguir. A nascente uma casa de dois pisos gemina com o terreno, branca com orlas de pedra com vidrinhos e cobertura de duas águas cortada por um terceiro que faz um terraço, desenho muito habitual e vulgar, desenho de curioso com toda a certeza…

Da solução temos em cave um misto de espaços de serviços e lúdicos com amplo espaço de garagem para quatro carros, e amplo espaço que será destinado a convívio e com acesso ao piso térreo de forma muito rápida para a fruição do piso térreo. Existiu particular cuidado no piso térreo sobretudo na articulação entre áreas de serviço e áreas sociais.

Neste caso o jardim é aberto sobre a sala e cozinha, entre estas temos um vidro. Esta foi inicialmente a casa modelo dai ser possível controlar melhor a solução no pormenor, texturas e cores. O trabalho da luz no edifício foi um dos pontos fundamentais neste projecto, a escada estrutura o hall do piso superior encostado a um topo o piso é em vidro para possibilitar a luz zenital que vem da cobertura para poder iluminar a parede de pedra do piso inferior.

A sala de banho do piso térreo tem dois tipos de luz natural, uma tangente com o piso e a outro zenital no centro do tecto, os materiais são o vidro e a pedra natural. A cozinha de cores muito claras quase branca tem vistas para a rua e simultaneamente para o pateo interior do lote onde se situam a piscina, barbecue, jardim e pisos de deck extensos um deles destinado às refeições no exterior e o outro destinado a solarium.

Embora as pessoas fiquem sempre com grande curiosidade em relação ao exterior da sua casa, o que é normal, o processo começa sempre com a preocupação com o miolo e a dialéctica com o lote e sitio, a noção de sitio e algo mais abrangente que envolve todos os sentidos o por vezes é muito pessoal e vive da forma como temporalmente nos relacionamos com o espaço, mas este exercício é muito importante, passar umas horas no local onde nasce a futura casa é por vezes útil e eficaz.

A análise passou sempre por isso, o realismo, e o conforto da vivência do dia-a-dia.O terreno escolhido demorou a concretizar o projecto pois, teve que se esperar pela aprovação do PU – plano de urbanização da Cidade de Aveiro, após tal ter sucedido, foi necessário provar que a envolvente próxima tinha predominantemente vãos abertos com a distância de 3 metros do vizinho, tal obrigou a um levantamento alargado da envolvente quer em termos topográficos quer em termos fotográficos. Finalmente e após muito esforço na câmara municipal de Aveiro, foi possível, obter a aprovação da viabilidade de construção.

Embora só recentemente tenha conhecido os donos de obra estes têm “tropeçado” em muitos dos meus trabalhos quando iniciaram o processo para adquirir uma moradia unifamiliar e curiosamente as soluções com que se identificaram melhor foram sempre os projectos realizados por este gabinete, tal aconteceu repetidamente, dai a escolha do arquitecto ter sido quase imediata apesar de terem muitos conhecimentos na área com arquitectos de referência na área de Coimbra e do Porto.

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