A pandemia fez repensar a forma de habitar, ver as pessoas confinadas à sua habitação durante meses, e muitas em teletrabalho, mudou o modo de encarar os espaços a que chamamos habitação.
Curiosamente, a azáfama de trabalho que os construtores tiveram, que cresceu vertiginosamente nestes tempos. Muitas alterações foram feitas, pelos proprietários, era um tal partir paredes para ampliar espaços, a valorização dos espaços com uma ligação interior exterior nunca foi tão valorizada.
Se nas moradias a questão foi mais pacífica, nos espaços urbanos a questão revelou-se mais complicada. Felizmente, as tipologias mais baixas, nunca foram tão desprezadas e quase amaldiçoadas pelos seus utilizadores.
Na minha opinião, ainda bem.
As cidades estão a ser transformadas e invadidas por espaços de áreas mínimas, em muitos casos, nem a área mínima regulamentar cumprem, o T0, no máximo T1, tão do agrado dos investidores, empurram as famílias para as periferias, tornando as cidades, desinteressantes, e vazias da riqueza humana e diversidade de todo o tipo que é o que faz uma urbe.
A varanda e o terraço ganharam uma importância quase vital.
No fundo obrigou a uma reflexão do que é habitar, e como as cidades podem reagir a esta nova realidade.
No fundo, o arquitecto que é um agente também promotor da saúde pública, tem uma oportunidade para repensar, como serão as casas do futuro.