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Este trabalho, partiu, além das condicionantes camarárias inevitáveis, da leitura do sitio, e nessa interpretação, seleccionaram-se uma série de prioridades consideradas fundamentais para o sucesso do empreendimento.
A topografia do terreno, que desce aproximadamente á cota de um piso, podendo a cave ficar praticamente desobstruída em vez da habitual opção de “fechar” a mesma com o terreno circundante. A riqueza vegetal e arbórea do local sobretudo a tardoz do terreno, é outra das características que se considerou fundamentais. O factor cultural de estarmos em Aveiro e sobretudo em aradas, onde o uso e trabalho do barro tem longa tradição, primeiro como peças de uso doméstico, e com a industrialização surge a produção do azulejo. Diversas fábricas existem na freguesia, ou tiveram ai a sua sede e local de produção inicial. Mesmo em frente, temos a fábrica dos PRIMUS VITÓRIA, que ainda hoje se mantém fiel ao azulejo nos habituais tamanhos de 15x15 , 20x20 e 10x10 , onde os padrões foram variando com as tendências e modas.

A proposta com requisitos muito específicos, e condicionantes também muito peculiares, partiu com a a premissa de uma solução limpa , quase minimalista, para que a leitura da transição de prédios multifamiliares tenha uma leitura clara e isenta de "ruídos" que perturbem essa transição. O urbano a sobrepor-se ao desenho do edifício. As tipologias não são os habituais atrofiantes To e T1, optando-se por T2 e T3 com áreas razoáveis. Assim proporciona-se , e potencia-se o uso familiar , que enrique a cidade.
A cave para estacionamento tem luz direta e tangente ao topo da garagem , que proporciona iluminação e ventilação natural na cave. Sendo a luz tangente á parede de betão e com a vantagem de receber luz desde o nascer do sol até quase ao poente cria efeitos luminosos que variam ao longo do dia e são "filtrados" por vigas perpendiculares ao fluxo de luz.
A iluminação das habitações com grande relação com o exterior através de vãos generosos , e filtradas por barras de alumínio, que além de controle solar , proporcionam alguma privacidade com o exterior.
A fachada é ventilada sendo constituída por fenólicos de cor branca e cinza suave.
Os 15 apartamentos foram adquiridos ainda as fundações não estavam concluídas, em menos de um mês, creio.

Este projeto foi um desafio que muito agradou o escritório a projetar, os desafios são o que mais motiva, e até as soluções mais difíceis, que acabam por resultar em soluções inovadoras, fruto dessa dificuldade.
Neste caso a casa a desenvolver sobretudo em piso único, teve que ser usado parte do programa em piso superior, fruto da regra do PDM atual que impede que a profundidade máxima de um edifício mesmo moradia não ultrapasse os 18 metros , incluindo o piso térreo.
Regra que temos de cumprir, mas que tecnicamente é impossível de perceber. Mas são contingências, injustas mas temos de lidar com elas. Ainda por cima este terreno tem uma dimensão muito confortável incluindo no seu comprimento.
O desafio maior e que foi aceite de bom grado foi cumprir neste edifício os princípios do FENG SHUI , para isso a colaboração da colega e amiga Arquiteta Paula Margarido foi fundamental. Agradeço desde já a simpatia e empenho na busca de soluções, que não colidissem com o sitio e as intenções e princípios Arquitetónicos, O conhecimento dos donos de obra também ajudou imenso. Foi um processo de aprendizagem e enriquecimento. Sinto-me um afortunado por fazer parte deste processo. Acho que este entendimento é extensivo a todas as colaboradoras do escritório.
O programa é extenso e a preocupação em "amarrar a solução ao sitio foi muito importante

A localizar na praia da Vagueira, Gafanha do Areão, câmara de Vagos, A colaboração do município e disponibilidade para ver realidade este empreendimento é de louvar, desde a parte dos políticos , técnicos e administrativos teve muito mérito. Um bom exemplo e parabéns am Município por este comportamento, proactivo em relação a quem quer investir. Proposta de uma serie de projetos transformados em edifícios , onde a inovação e qualidade da Arquitetura e construção tem sido o requisito .
Neste Bloco a MOSTRALUZ, tal como nos outros edifícios construídos, apostou em tipologias mais elevadas a partir do T2 , T3 embora por questões técnicas também existam T1s.
Tentar mudar a estética predominante na praia da Vagueira, foi também fundamental, para marcar positivamente a qualidade do edificado.

Um misto de curiosidade parece ser a reação dos transeuntes a este edifício, que se encontra já com a volumetria construída (tosco e ETICs ) . É normal pois a sua distribuição por módulos aparentemente autónomos, e muito diferentes na volumetria e desenho, causa alguma curiosidade.

Tratam-se das obras de acabamentos de edifício de gaveto remate de quarteirão do mercado do peixe da Costa nova .

Falta concluir as redes de águas e saneamentos assim como o assentamento das louças sanitárias.

As carpintarias estão a ser colocadas , assim como os remates e equipamentos das cozinhas.

São quatro apartamentos em duplex com tipologias de T1 a T2 , que substituiram uma moradia T3 também em duplex.

Como elemento de excepção criou-se uma métrica de listas materializadas por uma pele de zinco agrafado, interrompido pelos vãos das moradias em duplex , marcando uma métrica clara de remate.

Esta construção é realizada no sistema de aço leve - Light Steel Framing , que normalmente apelidamos pelas iniciais LSF. As vantagens são a rapidez de construção e elevados performances de conforto nomeadamente na térmica e acústica. A casa predominante térrea, tem um primeiro piso que surge para resolver as questões de estética. As fundações e laje do piso térreo é em betão, com caixa de ar sanitária, sobre o qual assenta a estrutura de aço leve. A seguir será plado o OSB hidrofugo neste caso e sistema ETICs (isolamento térmico pelo exterior) . O miolo interior tem lâ de rocha de alta densidade. Embora não sendo possível , o aspecto do edifício com o OSB é muito bonito, quase apetecia deixar a construção nesta fase.

Num pretexto de melhor servir a cidade o restaurante o Legado da Ria esta a proceder a obras de melhoramento. As alterações efectuadas além de criarem uma imagem clara têm por objectivo introduzir no desenho do espaço elementos característicos da ria de Aveiro nos seus usos e costumes.

O SUBENSHI Restaurante de Sushi, nasceu num espaço de “bar” restaurante adaptado, num edifício promovido pela “Sociedade Imobiliária e turística do Côjo SA”, construído pela firma Teixeira Duarte SA, e da Autoria do Arquitecto Regino Cruz.
Desde cedo o espaço revelou-se “curto” para a ambição da BEYONDLEAVES SA , a este juntaram-se outras lojas vizinhas e seguiram-se estudos acompanhados de desenhos com o aperfeiçoamento dos métodos de trabalho para a optimização da qualidade de serviço para os clientes .

Revelou-se divertido a analise e aperfeiçoamento dos percursos e modos de trabalho , fabrico e manuseamento quer do peixe de grandes dimensões para o Sushi, com a introdução do processo de criocongelação, único no pais e que me dá confiança para comer o sushi no Subenshi com todas as garantias de saúde e higiene. Como também dos gelados naturais de marca própria “BENARELI”.

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