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A solução muito adoçada ao terreno e inserida no sítio, teve por desafio mostrar que a arquitectura contemporânea nem sempre se resume a desenhar casas tipo cuja imagem parece um “caixote”. Esta necessidade não foi tanto em relação aos donos de obra mas mais aos seus amigos sobretudo os mais velhos … ou mais conservadores, felizmente à medida que a obra vai evoluindo os cépticos são cada vez menos, e rendem-se à solução adoptada.

O ar ( céu ) aparece no limite do terceiro volume com vão a toda a largura deste espaço e co igual altura virado para o céu em postura de contemplação , tal como se de um quadro se tratasse. È curioso ver quando um tramo de céu é seleccionado a sua observação “isolada” mostra nuances das nuvens e tons de branco cinza e azul quase ilimitados e em permanente mutação, é um quadro vivo, e em variação continua…

O fogo quase só é possível mimetizar no fogão de sala e só em condições muito especiais, e cada vez este elemento é menos pedido pelos clientes, ou porque dá trabalho, requer manutenção suja a casa, emite o cheiro a fumo, que se entranha na roupa e ficasse a cheirar a enchidos…

Esta habitação isolada e de piso térreo foi fruto de um trabalho de parceria entre Dono de obra, construtor, promotor imobiliário, e arquiteto. No miolo interior em forma de “U” para proteção das vistas e dos ventos dominantes pouco favoráveis criou-se um espaço logradouro exterior onde se vai realizar a maior parte da vida social. Ai localiza-se a churrasqueira e telheiros de proteção- Na frente está a garagem com vistas para o pátio o interior pois o dono de obra possui veículos automóveis dignos desta atenção, também na frente mas no topo oposto está a cozinha com relação franca com a sala.

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