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Atendendo à importância que Aveiro tem como capital regional, junto à estrada nacional 109 é prevista uma grande zona desportiva . Os critérios para a escolha deste local são a acessibilidade em relação ao sistema viário , a proximidade em relação ás industrias, que facilita o estacionamento, não perturbando assim as zonas residenciais (?). O sistema viário vai ser fruto de grandes alterações, sempre com o objectivo de responder às duas prioridades fundamentais:

 

Os pontos de conflito são resolvidos através de gigantescas plataformas giratórias que orientam o tráfego ou em direcção à cidade ou para fora desta. O sistema viário interno proposto para a cidade é constituído quase exclusivamente por sentidos únicos. O grande movimento de peões e ciclistas proveniente dos sectores rurais próximos da cidade, levou à adopção de percursos alternativos para o tráfego não mecânico, que se vai fazer ao longo da linha férrea sendo depois ...

 

O êxito do Plano Director da Cidade estava intimamente ligado à execução dos Planos Parciais. O bairro Dr. Álvaro Sampaio foi concluído com êxito. Na Avenida Dr. Lourenço Peixinho não foi possível fazer as alterações previstas para toda a zona da Estação de Caminho de Ferro, pois tinha que se destruir o bairro ai existente para construir equipamentos de apoio à estação. Quanto ao Plano para o centro da cidade, o facto deste ter sido apenas ...

 

realizado em três escalas 1/100, 1/200, e 1/500, sendo esta última escala realizada aquilo a que poderemos chamar planta de síntese, indicando desde a circulação e localização de estacionamento, edifícios a demolir e a construir. Também a esta escala são realizados os perfis com o estudo de cérceas . As outras duas escalas são reservadas para o estudo do edifício torre e edifício público, desconhecem-se peças escritas (excluindo as existentes no plano director).

 

A ideia de Auzelle para este plano era dignificar o centro da cidade, através de uma identificação formal e funcional . Do Plano director vêm todas as condicionantes para a realização da proposta, desde a circulação, volumetria da envolvente e edifícios a projectar como por exemplo o edifício torre e edifício municipal. A importância dada à circulação neste local permite a resolução do problema de circulação provocado pela Ponte-Praça, a que Roberto Auzelle ....

 

A caracterização da Praça do Comércio e relação com a ria , o incluir do centro da cidade em toda a estrutura viária, e o edificio-torre, como referências urbanas, são as principais preocupações de todo este plano. São estudados uma série de terraços cujo objectivo é poder disfrutar-se do Canal. O facto de no edifício público o piso térreo ser vazado, vai favorecer a relação com a Praça do Municipio. O núcleo de construções situado neste local vai ter quatro edifícios.

 

Toda a cidade de Aveiro e particularmente o seu centro sofre da proliferação de um "falso estilo de arquitectura", tal como acontece um pouco por tudo o pais. Recorre-se ao uso de formas de arquitectura do passado, em particular com recurso ao classicismo e Arte Nova (embora existam exemplares notáveis de autentica Arte Nova, na Rua Barbosa Guimarães e Rua João Mendonça). Esta situação é bastante evidente em toda a Avenida Dr. Lourenço Peixinho, (aberta em 1920) onde começaram a proliferar tais edifícios, pelo que se torna ...

 

Acredito que Roberto Auzelle não tenha hesitado em escolher o Arquitecto Fernando Távora para executar esta tarefa. Com vários escritos sobre esta problemática, como seja " O problema da casa Portuguesa" publico nos cadernos de arquitectura em 1947, além de ter já construídas obras tão notáveis, como por exemplo o mercado Municipal de Vila da Feira, Parque Municipal da Quinta da Conceição em Matosinhos, casa Dr. Fernando Ribeiro Da Silva em Ofir, Escola Primária do Cedro em Leixões, entre muitas outras.

 

O primeiro urbanista que trabalhou na cidade foi o Arquitecto Moreira da Silva, contratado em 1945 para elaborar um plano de urbanização. Foi rescindido o contrato em 1958, e simultâneamente entregue a elaboração do Ante-Plano de Urbanização ao abrigo do Decreto-lei 33921/set 1944. Estes planos correspondem a uma intervenção pontual e apontando...

 

Como afirma o Arquitecto Távora: "As casas de hoje terão de nascer de nós, isto é terão de representar as nossas necessidades, resultar das nossas condições e de a série de circunstâncias dentro das quais vivemos, no espaço e no tempo. Sendo assim, o problema exige soluções reais e presentes, soluções que certamente nos levarão a resultados bem diferentes dos conseguidos até agora na arquitectura Portuguesa."( )

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